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Mostrando postagens de Abril, 2019

Cinco Poemas de Roger Willian

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Nascido em Ribeirão Pires, em 1986, Roger Willian se enveredou por todo tipo de arte. Fez curso de desenho, teve bandas de garagem, estudou história da arte, formou-se em design gráfico e trabalhou em instituições culturais. Atualmente, além de se dedicar ao estudo das Ciências Sociais, está vivenciando a passagem da experiência de leitor compulsivo a aventura de se tornar escritor impulsivo. Recentemente lançou seu primeiro livro de poesia, Pirilampo pela editora Algaroba.

Manhã Beatnik

ecoa, ecoa e ecoa
cômodo pelos cômodos
de nossa casa cor de Sol nascente
Ressoa suave
a Voz, viola e gaita de Bob Dylan
orquestra de um homem
A Aurora entra
atrevida
descansa sobre os lençóis
recém-abandonados
Partículas flutuam pela claridade
com maestria
talvez o pó de um antigo império
nessa aguda manhã desafinada
Recolho nossas duas xícaras
o cheiro do café ainda reina absoluto
anúncio de um longo dia.



Praça Roosevelt

Luzes, luzes
Vultos...
deslocado
desloco a mente
desloucamente
Skates riscam o ci…

Claudia Aguiyrre e a poética dos silêncios

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Nascida em Santiago do Chile Claudia Aguiyrre adotou a brasilidade há mais de 40 anos. Graduada em Comunicação Social – Habilitação Jornalismo e pós-graduada em Estudos Culturais, ambas pela UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Trabalhou por 15 anos como docente nos Curso de Cinema e Realização Audiovisual, Comunicação Social, nas habilitações de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Possui uma vasta experiência como documentarista, dentre as realizações encontra-se o documentário mata... céu... e negros (2005), que recebeu os prêmios Revelando os Brasis, 2005 e Melhor Documentário, Direção e Trilha Sonora Original em outros festivais. O filme foi veiculado pelo Canal Futura e pelo SESC TV, compondo o programa Curta Doc. O mesmo foi um dos 16 filmes selecionados pela Mostra Brasil Plural 9, o maior festival itinerante de cinema brasileiro pela Europa, que percorreu países como a Alemanha, Áustria e Suíça, entre os anos de 2006 e 2007.
Trabalhou também em diversas emissoras…

A poesia necessária de Max Martins

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Max Martins nasceu em Belém do Pará em 20 de junho de 1926 e partiu desta em 09 de fevereiro de 2009. Sua poesia, tão importante, mas tão pouco conhecida do público leitor desse gênero, transita entre o Modernismo, o Concretismo e o Experimentalismo. Porém, definir Max Martins nesta ou naquela corrente poética ainda é pouco. É necessário ir além das definições, compreender seu dialeto poético e se deixar dominar por uma utilização única da palavra escrita. Entre suas conquistas como escritor, destaca-se,  em 1993, o prêmio Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras, pelo volume "Não para Consolar", uma coletânea de toda a sua obra. Quem esteja interessado em conhecer a obra desse autor, terá uma rica oportunidade de encontrar um poeta de grande força comunicativa. Entre suas obras, destacam-se O Estranho(1952), Anti-Retrato(1960), H'Era(1971), O Ovo Filosófico(1976) e O Risco Subscrito(1980). 


Estranho

Não entenderás o meu dialeto
nem compreenderás os meus costumes.
Mas o…